O que entra no cesto de mercado em maio
Notas curtas sobre figos verdes, feijão fresco e as ervas que aparecem nas bancas portuguesas no fim da primavera. Sem regras, sem listas perfeitas — apenas o que vimos esta semana.
Maio é um mês estranho nas bancas. Ainda há cenoura nova da estufa, mas já entram os primeiros figos verdes — pequenos, duros, sem doce, que cozem bem com cebola e gengibre. O feijão verde fresco aparece cedo este ano, com vagens finas e curtas. Vale a pena cortá-lo em juliana muito miúda e fazer uma sopa rápida, em vez do refogado clássico.
Na nossa visita de quinta-feira ao Mercado da Ribeira, registámos cinco notas que valem a pena guardar:
- As favas estão a chegar ao fim. Quem ainda quiser apanhá-las tem mais uma ou duas semanas.
- O alho francês continua bom — caldos curtos, gratinados rápidos.
- Os morangos do Algarve estão no auge. Doces, pequenos, com gosto a fruta verdadeira.
- Apareceu salsa, hortelã e poejo em ramos largos. Fica bem comprar mais e secar o que sobra.
- Os ovos camponeses do produtor da Beira continuam em falta. Razão: começou a estação dos pintos.
Como organizar o cesto
Não é preciso lista. Vai-se ao mercado de mochila vazia e olha-se o que está bem. O que está bem este mês, em geral: legumes verdes finos, ervas frescas em ramos, fruta vermelha pequena. O que pode ficar para outra semana: courgette grande, batata nova ainda demasiado pequena, alface importada.
Em casa, separamos o cesto em três espaços: o que vai ser usado nos próximos dois dias fica na bancada, o que precisa de respirar (figos, tomates, ervas em ramo) fica num prato fora do frigorífico, e o resto vai para a gaveta. É um gesto pequeno que poupa muita coisa durante a semana.
Receita curta da semana
Salada morna de feijão verde com tomate e ovo: cozer o feijão dois minutos, escorrer, juntar tomate em cubos, azeite virgem novo, sal grosso, ovo cozido em quartos. Comer logo, ainda morno. O resto da semana lê-se nas notas da próxima sexta-feira.